Roda de Leitura Cidade da Penumbra




Pois bem, pessoal, esta foi a última Roda de Leitura do Ciclo Distopias no Espaço Novo Mundo! Missão cumprida! Pena que demorei tanto para documentar, mas antes tarde do que nunca, não é mesmo?

Lembro-me que precisei sair correndo às 17h em ponto porque viajei naquela noite.

Bom, vamos às questões suscitadas pelo livro:
  • Cidade da neblina é um romance distópico bem contemporâneo (foi publicado originalmente em 2008 pela autora francesa Lolita Pille). Uma das unanimidades da reunião é que, apesar de ser francês, o romance parece muito norteamericano (a cidade descrita pela autora poderia ser Nova York ou Chicago).
  • A autora abre seu romance com a descrição dos últimos anos de vida de um personagem isolado, permitindo-nos ser testemunhas de sua degradação social, física e mental, por meio de uma rotina de isolamento e abusos alimentares, de drogas e televisão. Concordamos que, apesar de ser exagerada, a autora descreve um fenômeno que realmente acontece nos dias de hoje
  • Por ser tão recente o romance tem partes que lembram muito Admirável mundo novo, Fahrenheit 451 e outros romances distópicos anteriores
  • Entretanto, com um olhar mais contemporâneo, a autora desmistifica a questão do governo sinceramente preocupado com o bem-estar da população ao mostrar que não há governo e sim, facções econômicas mais poderosas que controlam a circulação das drogas legalizadas, da publicidade e das comunicações. É espantoso ver como aparelhos celulares tornam-se rastreadores na visão da autora!
  • Com toda a facilidade da legalização de drogas como heroína, morfina, etc., o protagonista (Sid Paradine) é viciado em bebidas alcoólicas!! (Viciado a moda antiga)
  • Um aspecto do romance que eu particularmente achei triste foi a desvalorização dos laços amorosos e familiares (casamentos com data de validade, cerimônias de celebração de divórcio, venda de crianças, parricídios, etc.)
  • Consideramos Cidade da neblina um romance bem-feito, com estilo de romance policial. Uma boa leitura, que nos faz pensar na época em que vivemos





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