Roda de Leitura A Revolução dos bichos

Esta postagem não tem fotos porque esqueci-me de levar minha máquina fotográfica. Outra pessoa tirou fotos, mas possivelmente demorará um pouco para me ceder algumas, e sinto que preciso postar rapidamente.


Contei 12 participantes, eu incluída. Como Revolução dos bichos é um livro relativamente antigo (sua primeira publicação foi em 1945), vi 3 edições diferentes. Fiquei surpresa em ver que a Companhia das Letras (a editora mais recente) dispõe um posfácio de Christopher Hitchens. Editora eficaz é isso aí: além do texto básico traz novidades relevantes e uma diagramação melhor.


Começamos a mediação com os conceitos de utopia e distopia: a utopia sendo um alvo, uma meta, um ideal, um 'lugar nenhum' e a distopia como o registro histórico, filosófico e principalmente (no nosso caso) literário dos resultados que alvos utópicos obtiveram.


 Continuamos a reunião com uma linha do tempo da vida do escritor e o momento histórico. Parto do princípio que, como a maioria já leu o livro, enriquece a discussão falar que a obra surgiu da reflexão de um autor que viveu (e documentou) sua época, que não é a nossa. Afinal, o autor não tirou sua obra do nada, ela é resultado de sua vida e de sua época.


Feito isso, fizemos nossa famosa análise jornalística (o que, quem, quando, onde, como e porque) que norteia todas as nossas reuniões. Falamos a respeito da decisão do autor escrever uma fábula, falamos a respeito das personagens e escrevemos em conjunto um resumo da história. 


No final, pedi que cada participante falasse do trecho que mais tocou: algumas passagens citadas foram a morte do cavalo Sansão, a constatação de que as leis do Animalismo estavam sendo reescritas para justificar privilégios dos porcos dominantes, a cena final, em que os animais (novamente explorados) não conseguem mais discernir os porcos dos humanos.


A certa altura da discussão surgiu o tópico intenção do autor x leitura universalista. Foi um ótimo tópico, pois ambos os lados estavam corretos em suas observações. Sim, o autor quis criticar a corrupção stalinista e, sim, hoje, 62 anos depois da 1a. publicaçãçao do livro, quando lemos podemos pensar, mediante nossas próprias experiências de mau uso de poder em várias instâncias, numa crítica a essas situações.


Por fim, terminamos com uma avaliação da reunião, que, de modo geral, foi considerada satisfatória. Houve um participante que sugeriu, no meio da análise, se seria possível analisar o livro capítulo a capítulo, mas infelizmente, uma única reunião mensal não seria suficiente.


Não posso deixar de destacar os comes e bebes, que participantes generosamente trouxeram  de suas casas e que foi uma gratíssima surpresa. Isso tornou nossa reunião muitíssimo mais agradável!!


Agradeço a adesão de todos os participantes que tornaram a tarde de 19 de maio de 2012 tão memorável.


Se o bom Deus permitir, que haja outras!!













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